sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Trabalho de História
Arquitetura Islâmica
Em um intervalo de aproximadamente cem anos, o islamismo cria um dos maiores impérios que já se viu. A diversidade dos povos que o compunham determinou o aparecimento de diversos estilos, porém com uma estética própria. A construção típica da arquitetura islâmica é a mesquita, espaço destinado à congregação dos fiéis para a oração. Tem formato longitudional e utiliza muita colunas, outra característica marcante são as torres de onde o almuadem convoca os fiéis. Na síria encontram-se os exemplos mais importantes da primeira etapa da arte islâmica, época da dinastia oméia. Da Pérsia sassânida deriva grande parte da arquitetura islâmica, já nesta primeira etapa inicia-se a construção de palácios com influências sassânidas, o uso do tijolo na construção das abóbadas, a decoração geométrica, o arco pontiagudo e a ornamentação em estalactite. No Egito a mesquita mais antiga já demonstra influência mesopotâmica em virtude da transferência para Bagdad. A partir do século IX, a arte mesopotâmica perde influência em detrimento da arte persa. Na Pérsia a arquitetura monumental é derivada da antiga arte iraniana, lá surge o liwam (câmara abobadada), que pode ser visto na mesquita de Ispahan. Suntuosos palácios são erguidos, como o de Ispahan, onde é feita uma decoração com faiança policromada, um azulejo primitivo. Na Índia a arquitetura islâmica também se adapta às formas tradicionais, durante a dinastia mongul são construídas obras esplêndidas. As mesquitas são de influência persa. Mas é na arquitetura mortuária que se encontra o maior esplendor da arquitetura islâmica indiana. Exemplo da arquitetura islâmica africana é a mesquita de Kairouan, Tunísia, construída em 670 e reconstruída em 836. Lá surge uma nova forma, a maksoura, espaço coberto com uma cúpula e fica em frente ao mirhab. Esta arquitetura reflete-se na arquitetura espanhola, onde as mais belas casas e palácios são obras de arquitetura mourisca como em Alhambra, Granada.
Fonte: http://www.coladaweb.com/artes/arquitetura2.htm
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Kathleen, nº22
As mesquitas (locais de oração) foram construídas entre os séculos Vl e Vlll, seguindo o modelo da casa de Maomé em Medina: uma planta quadrangular, com um pátio voltado para o sul e duas galerias com teto de palha e colunas de tronco de palmeira. A área de oração era coberta, enquanto no pátio estavam as fontes para as abluções. A casa de Maomé era local de reuniões para oração, centro político, hospital e refúgio para os mais pobres.Essas funções foram herdadas por mesquitas e alguns edifícios públicos.
No entanto, a arquitetura sagrada não manteve a simplicidade e a rusticidade dos materiais da casa do profeta, sendo exemplo disso as obras dos primeiros califas: Basora e Kufa, no lraque, a Cúpula da Roca, em Jerusalém, e a Grande Mesquita de Damasco. Contudo, persistiu a preocupação com a preservação de certas formas geométricas, como o quadrado e o cubo. O geômetra era tão importante quanto o arquiteto. Na realidade, era ele quem realmente projetava o edifício, enquanto o segundo controlava sua realização.A cúpula de pendentes, que permite cobrir o quadrado com um círculo, foi um dos sistemas mais utilizados na construção de mesquitas, embora não tenha existido um modelo comum. As numerosas variações locais mantiveram a distribuiçào dos ambientes, mas nem sempre conservaram sua forma. As mesquitas transferiram depois parte de suas funções aos edifícios públicos: por exemplo, as escolas de teologia, semelhantes àquelas na forma. Aconstrução de palácios, castelos e demais edifícios públicos merece um capítulo à parte. As residências dos emires constituíram uma arquitetura de segunda classe em relação às mesquitas. Seus palácios eram planejados num estilo semelhante, pensados como um microcosmo e constituíam o hábitatprivativo do governante. Exemplo disso é o Alhambra, em Granada. De plantaquadrangular e cercado de muralhas sólidas, o palácio tinha aspecto defortaleza, embora se comunicasse com a mesquita por meio de pátios e jardins. O aposento mais importante era o diwan ou sala do trono.Outra das construções mais originais e representativas do lslã foi o minarete, uma espécie de torre cilíndrica ou octogonal situada no exterior da mesquita a uma altura significativa, para que a voz do almuadem ou muezim pudesse chegar até todos os fiéis, convidando-os à oração. AGiralda, em Sevilha, era o antigo minarete da cidade. Outras construçõesrepresentativas foram os mausoléus ou monumentos funerários, semelhantes às mesqúitas na forma e deslinados a santos emártires.
Núbia,nº28
Arabesco: é um ornamento que emprega desenhos de flores, folhagens ou frutos -- às vezes, animais, esboços de figuras ou padrões geométricos -- para produzir um desenho de retas ou curvas entrelaçadas. Esse ornamento é empregado tanto na arquitetura quanto na decoração de objetos.
Caligrafia: O Islã considera a palavra escrita o meio por excelência da revelação divina. Por essa razão, a arte caligráfica se desenvolveu de forma rica e complexa, empregando uma ampla variedade de elegantes caracteres cursivos. A caligrafia era usada também como importante elemento decorativo na arquitetura e em peças utilitárias.
Ilustração e Pintura: A ilustração de manuscritos também se tornou uma arte bastante respeitada. A pintura em miniatura foi a maior e mais característica manifestação artística do período que se seguiu às invasões dos mongóis (1220-1260).
Cerâmica: A cerâmica constituiu a mais importante das primeiras artes decorativas dos muçulmanos. Na decoração da louça de barro esmaltado, a maior contribuição islâmica para a cerâmica, empregam-se compostos metálicos nos esmaltes, que, quando queimados, transformam-se em películas metálicas iridescentes.
Outros objetos cuja produção se destacou durante o período dos califados (do século VII ao XI) são o bronze e a madeira entalhada do Egito, os estuques do Iraque e o marfim entalhado da Espanha.
O vidro, os tecidos, o artesanato em metal ou madeira tiveram importância fundamental na cultura islâmica. Além disso, objetos utilitários de bronze e latão eram incrustados com prata e cobre e decorados com desenhos complexos
Débora P. nº 10
arte islâmica não se inspira unicamente na religião. A literatura persa, como o Shâh Nâmâ, épico nacional composto nos inicíos do século X por Firdawsi, os "Cinco Poemas" (ou Khamsa) de Nizami (século XII), são fontes importantes de inspiração que se manifestam na arte do livro, mas também na relacionada com os objectos (cerâmica, tapeçaria...). As obras de alguns poetas místicos, como Saadi e Djami, dão também lugar a numerosas representações.
As fábulas de origem indiana presentes na literatura árabe são frequentemente alvo de ilustrações nos ateliers de Bagdade e da Síria. Também a literatura científica, como os tratados de astronomia, de mecânica ou de botânica, possui ricas ilustrações.
A arte do livro.
A arte do livro é talvez a forma mais conhecida de expressão da arte islâmica, mas também a de mais difícil estudo. Ela agrega simultaneamente: a pintura; a encadernação; a caligrafia; a iluminura e a miniatura.
A arte do livro é geralmente dividida em três domínios: árabe (manuscritos sírios, egípcios, magrebinos), persas (manuscritos criados no Irão, sobretudo a partir da era mongol) e indiano (manuscritos mogóis). Cada um destes grupos possui o seu próprio estilo, divisível por várias escolas, com os seus próprios artistas e convenções. Regista-se uma evolução paralela, que resulta em alguns casos das influências recíprocas ou da deslocação de artistas motivada por acontecimentos políticos.
As artes ditas "menores".
Neste domínio salientam-se manifestações artísticas classificadas na visão eurocêntrica como "menores", mas que na civilização islâmica atingiram um grau de desenvolvimento considerável:
a arte do metal;
a arte da cerâmica;
a arte do vidro;
a arte de trabalhar a pedra;
a arte da talha;
a arte do marfim.
Um site com algumas das obras islâmicas do museu Calouste Gulbenkian.
http://museu.gulbenkian.pt/nucleos.asp?nuc=a4&lang=pt
Ellen* 13.
||Literatura||
O Islamismo é uma religião que chama a atenção por sua absoluta simplicidade.
Idéia de infinito e a tendência à imaterialidade, reflexos da crença na eternidade, do desprezo pela vida terrena e da vontade de superar os limites do mundo real. A literatura se desenvolveu principalmente em quatro línguas: árabe, persa, turco e urdu. O árabe é de extrema importância como a língua da revelação do Islã e do Alcorão, que os muçulmanos consideram excelência literária. A poesia árabe, foi herdada de modelos pré islamicos, todas as linhas apresentam a mesma rima e sílabas longas à curtas. Há 3 gêneros poéticos principais, o gazel, geralmente um poema de amor, que tem de cinco a 12 versos monorrimos; o qasida, um poema de louvação com vinte a mais de cem versos monorrimos; e o qita, uma forma literária empregada para lidar com aspectos da vida cotidiana. Já os persas aperfeiçoaram os gêneros, formas e regras da poesia árabe e adaptaram-nos a sua própria língua. Empregado na poesia épica, desconhecida dos árabes. A literatura persa, por sua vez, influenciou muito na literatura urdu , especialmente no que se refere ao vocabulário.
A literatura islâmica compreende ainda textos em prosa, didático e popular. O genero que caracteriza a prosa islâmica é o maqama, em que uma narrativa relativamente simples é contada de maneira complicada e elaborada, com metáforas e jogos de palavras.
No domínio da literatura popular, a obra mais conhecida é As mil e uma noites, uma rica coleção de fábulas de diferentes partes do mundo muçulmano.
As Mil e uma noites*
O rei persa , vitimado pela infidelidade de sua mulher, mandou matá-la e resolveu passar cada noite com uma esposa diferente, que mandava degolar na manhã seguinte. Recebendo como mulher a sherazade, iniciou um conto que despertou o interesse do rei em ouvir-lhe a continuação na noite seguinte. Sherazade, por artificiosa ligação dos seus contos, conseguiu encantar o monarca por mil e uma noites e foi poupada da morte.

Bárbara n. 03


O que marcou a arte romântica no século XI foi a verdadeira integração da pintura, escultura e arquitetura. Os valores religiosos eram expressados por afrescos em grandes decorações murais. As cores eram chapadas, sem se preocupar com luz, meios tons ou sombra e não tinha intenção de imitar a natureza.
“A pintura islâmica é basicamente o embelezamento de livros graças à caligrafia e às ilustrações.” Para uma beleza maior, calígrafos copiavam textos com lindas letras e artistas acrescentavam ilustrações. Os artistas islâmicos decoravam páginas com desenhos rebuscados, porque na religião, não poderia ter representação de seres humanos ou animais. Só mais tarde artistas islâmicos, começaram a pintar figuras humanas e animais. Além do Corão (livro sagrado), os artistas persas ilustraram coleções de fábulas, histórias, poemas de amor e obras científicas.
Arabesco: é um enfeite que tem desenhos de flores, folhas ou frutos. Às vezes há animais e figuras geométricos. Esse enfeite é empregado tanto na arquitetura quanto na decoração de objetos.
Ilustração e Pintura: “A ilustração de manuscritos também se tornou uma arte bastante respeitada. A pintura em miniatura foi a maior e mais característica manifestação artística do período que se seguiu às invasões dos mongóis (1220-1260).”
Cerâmica: A cerâmica constituiu a mais importante das primeiras artes decorativas dos muçulmanos. Na louça de barro esmaltado, a maior contribuição islâmica, emprega-se compostos metálicos nos esmaltes, que, quando queimados, transformam-se em películas metálicas iridescentes.
Bárbara Vargas Ferreira N. 03
TRABALHO DE HISTÓRIA

Arquitetura
Durante o período Islâmico, a arquitetura no Irã obteve enormes progressos, especialmente com relação aos edifícios religiosos. As técnicas usadas pelos Sassanidas foram adotadas pelo Islamismo e mesquitas com uma cúpula central e dois minaretes tornaram-se, aos poucos, uma regra. Estas formas, que tornaram-se uma característica das mesquitas iranianas, constituem um visual distintivo às cidades e vilarejos do Irã. Diversas grandes mesquitas do período Seljuq ainda permanecem existentes; dentre elas destaca-se a "Mesquita de Sexta-Feira" (Masjid-i-Jamé), localizada na cidade de Isfahan, e que nos dá uma idéia do grau de perfeição alcançado pela arquitetura desta época. O uso da ornamentação com tijolos também foi difundido de forma especial.