quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Ellen* 13.


||Literatura||

O Islamismo é uma religião que chama a atenção por sua absoluta simplicidade.
Idéia de infinito e a tendência à imaterialidade, reflexos da crença na eternidade, do desprezo pela vida terrena e da vontade de superar os limites do mundo real. A literatura se desenvolveu principalmente em quatro línguas: árabe, persa, turco e urdu. O árabe é de extrema importância como a língua da revelação do Islã e do Alcorão, que os muçulmanos consideram excelência literária. A poesia árabe, foi herdada de modelos pré islamicos, todas as linhas apresentam a mesma rima e sílabas longas à curtas. Há 3 gêneros poéticos principais, o gazel, geralmente um poema de amor, que tem de cinco a 12 versos monorrimos; o qasida, um poema de louvação com vinte a mais de cem versos monorrimos; e o qita, uma forma literária empregada para lidar com aspectos da vida cotidiana. Já os persas aperfeiçoaram os gêneros, formas e regras da poesia árabe e adaptaram-nos a sua própria língua. Empregado na poesia épica, desconhecida dos árabes. A literatura persa, por sua vez, influenciou muito na literatura urdu , especialmente no que se refere ao vocabulário.
A literatura islâmica compreende ainda textos em prosa, didático e popular. O genero que caracteriza a prosa islâmica é o maqama, em que uma narrativa relativamente simples é contada de maneira complicada e elaborada, com metáforas e jogos de palavras.

No domínio da literatura popular, a obra mais conhecida é As mil e uma noites, uma rica coleção de fábulas de diferentes partes do mundo muçulmano.

As Mil e uma noites*

O rei persa , vitimado pela infidelidade de sua mulher, mandou matá-la e resolveu passar cada noite com uma esposa diferente, que mandava degolar na manhã seguinte. Recebendo como mulher a sherazade, iniciou um conto que despertou o interesse do rei em ouvir-lhe a continuação na noite seguinte. Sherazade, por artificiosa ligação dos seus contos, conseguiu encantar o monarca por mil e uma noites e foi poupada da morte.

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