sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Trabalho de História
Arquitetura Islâmica
Em um intervalo de aproximadamente cem anos, o islamismo cria um dos maiores impérios que já se viu. A diversidade dos povos que o compunham determinou o aparecimento de diversos estilos, porém com uma estética própria. A construção típica da arquitetura islâmica é a mesquita, espaço destinado à congregação dos fiéis para a oração. Tem formato longitudional e utiliza muita colunas, outra característica marcante são as torres de onde o almuadem convoca os fiéis. Na síria encontram-se os exemplos mais importantes da primeira etapa da arte islâmica, época da dinastia oméia. Da Pérsia sassânida deriva grande parte da arquitetura islâmica, já nesta primeira etapa inicia-se a construção de palácios com influências sassânidas, o uso do tijolo na construção das abóbadas, a decoração geométrica, o arco pontiagudo e a ornamentação em estalactite. No Egito a mesquita mais antiga já demonstra influência mesopotâmica em virtude da transferência para Bagdad. A partir do século IX, a arte mesopotâmica perde influência em detrimento da arte persa. Na Pérsia a arquitetura monumental é derivada da antiga arte iraniana, lá surge o liwam (câmara abobadada), que pode ser visto na mesquita de Ispahan. Suntuosos palácios são erguidos, como o de Ispahan, onde é feita uma decoração com faiança policromada, um azulejo primitivo. Na Índia a arquitetura islâmica também se adapta às formas tradicionais, durante a dinastia mongul são construídas obras esplêndidas. As mesquitas são de influência persa. Mas é na arquitetura mortuária que se encontra o maior esplendor da arquitetura islâmica indiana. Exemplo da arquitetura islâmica africana é a mesquita de Kairouan, Tunísia, construída em 670 e reconstruída em 836. Lá surge uma nova forma, a maksoura, espaço coberto com uma cúpula e fica em frente ao mirhab. Esta arquitetura reflete-se na arquitetura espanhola, onde as mais belas casas e palácios são obras de arquitetura mourisca como em Alhambra, Granada.
Fonte: http://www.coladaweb.com/artes/arquitetura2.htm
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Kathleen, nº22
As mesquitas (locais de oração) foram construídas entre os séculos Vl e Vlll, seguindo o modelo da casa de Maomé em Medina: uma planta quadrangular, com um pátio voltado para o sul e duas galerias com teto de palha e colunas de tronco de palmeira. A área de oração era coberta, enquanto no pátio estavam as fontes para as abluções. A casa de Maomé era local de reuniões para oração, centro político, hospital e refúgio para os mais pobres.Essas funções foram herdadas por mesquitas e alguns edifícios públicos.
No entanto, a arquitetura sagrada não manteve a simplicidade e a rusticidade dos materiais da casa do profeta, sendo exemplo disso as obras dos primeiros califas: Basora e Kufa, no lraque, a Cúpula da Roca, em Jerusalém, e a Grande Mesquita de Damasco. Contudo, persistiu a preocupação com a preservação de certas formas geométricas, como o quadrado e o cubo. O geômetra era tão importante quanto o arquiteto. Na realidade, era ele quem realmente projetava o edifício, enquanto o segundo controlava sua realização.A cúpula de pendentes, que permite cobrir o quadrado com um círculo, foi um dos sistemas mais utilizados na construção de mesquitas, embora não tenha existido um modelo comum. As numerosas variações locais mantiveram a distribuiçào dos ambientes, mas nem sempre conservaram sua forma. As mesquitas transferiram depois parte de suas funções aos edifícios públicos: por exemplo, as escolas de teologia, semelhantes àquelas na forma. Aconstrução de palácios, castelos e demais edifícios públicos merece um capítulo à parte. As residências dos emires constituíram uma arquitetura de segunda classe em relação às mesquitas. Seus palácios eram planejados num estilo semelhante, pensados como um microcosmo e constituíam o hábitatprivativo do governante. Exemplo disso é o Alhambra, em Granada. De plantaquadrangular e cercado de muralhas sólidas, o palácio tinha aspecto defortaleza, embora se comunicasse com a mesquita por meio de pátios e jardins. O aposento mais importante era o diwan ou sala do trono.Outra das construções mais originais e representativas do lslã foi o minarete, uma espécie de torre cilíndrica ou octogonal situada no exterior da mesquita a uma altura significativa, para que a voz do almuadem ou muezim pudesse chegar até todos os fiéis, convidando-os à oração. AGiralda, em Sevilha, era o antigo minarete da cidade. Outras construçõesrepresentativas foram os mausoléus ou monumentos funerários, semelhantes às mesqúitas na forma e deslinados a santos emártires.
Núbia,nº28
Arabesco: é um ornamento que emprega desenhos de flores, folhagens ou frutos -- às vezes, animais, esboços de figuras ou padrões geométricos -- para produzir um desenho de retas ou curvas entrelaçadas. Esse ornamento é empregado tanto na arquitetura quanto na decoração de objetos.
Caligrafia: O Islã considera a palavra escrita o meio por excelência da revelação divina. Por essa razão, a arte caligráfica se desenvolveu de forma rica e complexa, empregando uma ampla variedade de elegantes caracteres cursivos. A caligrafia era usada também como importante elemento decorativo na arquitetura e em peças utilitárias.
Ilustração e Pintura: A ilustração de manuscritos também se tornou uma arte bastante respeitada. A pintura em miniatura foi a maior e mais característica manifestação artística do período que se seguiu às invasões dos mongóis (1220-1260).
Cerâmica: A cerâmica constituiu a mais importante das primeiras artes decorativas dos muçulmanos. Na decoração da louça de barro esmaltado, a maior contribuição islâmica para a cerâmica, empregam-se compostos metálicos nos esmaltes, que, quando queimados, transformam-se em películas metálicas iridescentes.
Outros objetos cuja produção se destacou durante o período dos califados (do século VII ao XI) são o bronze e a madeira entalhada do Egito, os estuques do Iraque e o marfim entalhado da Espanha.
O vidro, os tecidos, o artesanato em metal ou madeira tiveram importância fundamental na cultura islâmica. Além disso, objetos utilitários de bronze e latão eram incrustados com prata e cobre e decorados com desenhos complexos
Débora P. nº 10
arte islâmica não se inspira unicamente na religião. A literatura persa, como o Shâh Nâmâ, épico nacional composto nos inicíos do século X por Firdawsi, os "Cinco Poemas" (ou Khamsa) de Nizami (século XII), são fontes importantes de inspiração que se manifestam na arte do livro, mas também na relacionada com os objectos (cerâmica, tapeçaria...). As obras de alguns poetas místicos, como Saadi e Djami, dão também lugar a numerosas representações.
As fábulas de origem indiana presentes na literatura árabe são frequentemente alvo de ilustrações nos ateliers de Bagdade e da Síria. Também a literatura científica, como os tratados de astronomia, de mecânica ou de botânica, possui ricas ilustrações.
A arte do livro.
A arte do livro é talvez a forma mais conhecida de expressão da arte islâmica, mas também a de mais difícil estudo. Ela agrega simultaneamente: a pintura; a encadernação; a caligrafia; a iluminura e a miniatura.
A arte do livro é geralmente dividida em três domínios: árabe (manuscritos sírios, egípcios, magrebinos), persas (manuscritos criados no Irão, sobretudo a partir da era mongol) e indiano (manuscritos mogóis). Cada um destes grupos possui o seu próprio estilo, divisível por várias escolas, com os seus próprios artistas e convenções. Regista-se uma evolução paralela, que resulta em alguns casos das influências recíprocas ou da deslocação de artistas motivada por acontecimentos políticos.
As artes ditas "menores".
Neste domínio salientam-se manifestações artísticas classificadas na visão eurocêntrica como "menores", mas que na civilização islâmica atingiram um grau de desenvolvimento considerável:
a arte do metal;
a arte da cerâmica;
a arte do vidro;
a arte de trabalhar a pedra;
a arte da talha;
a arte do marfim.
Um site com algumas das obras islâmicas do museu Calouste Gulbenkian.
http://museu.gulbenkian.pt/nucleos.asp?nuc=a4&lang=pt
Ellen* 13.
||Literatura||
O Islamismo é uma religião que chama a atenção por sua absoluta simplicidade.
Idéia de infinito e a tendência à imaterialidade, reflexos da crença na eternidade, do desprezo pela vida terrena e da vontade de superar os limites do mundo real. A literatura se desenvolveu principalmente em quatro línguas: árabe, persa, turco e urdu. O árabe é de extrema importância como a língua da revelação do Islã e do Alcorão, que os muçulmanos consideram excelência literária. A poesia árabe, foi herdada de modelos pré islamicos, todas as linhas apresentam a mesma rima e sílabas longas à curtas. Há 3 gêneros poéticos principais, o gazel, geralmente um poema de amor, que tem de cinco a 12 versos monorrimos; o qasida, um poema de louvação com vinte a mais de cem versos monorrimos; e o qita, uma forma literária empregada para lidar com aspectos da vida cotidiana. Já os persas aperfeiçoaram os gêneros, formas e regras da poesia árabe e adaptaram-nos a sua própria língua. Empregado na poesia épica, desconhecida dos árabes. A literatura persa, por sua vez, influenciou muito na literatura urdu , especialmente no que se refere ao vocabulário.
A literatura islâmica compreende ainda textos em prosa, didático e popular. O genero que caracteriza a prosa islâmica é o maqama, em que uma narrativa relativamente simples é contada de maneira complicada e elaborada, com metáforas e jogos de palavras.
No domínio da literatura popular, a obra mais conhecida é As mil e uma noites, uma rica coleção de fábulas de diferentes partes do mundo muçulmano.
As Mil e uma noites*
O rei persa , vitimado pela infidelidade de sua mulher, mandou matá-la e resolveu passar cada noite com uma esposa diferente, que mandava degolar na manhã seguinte. Recebendo como mulher a sherazade, iniciou um conto que despertou o interesse do rei em ouvir-lhe a continuação na noite seguinte. Sherazade, por artificiosa ligação dos seus contos, conseguiu encantar o monarca por mil e uma noites e foi poupada da morte.

Bárbara n. 03


O que marcou a arte romântica no século XI foi a verdadeira integração da pintura, escultura e arquitetura. Os valores religiosos eram expressados por afrescos em grandes decorações murais. As cores eram chapadas, sem se preocupar com luz, meios tons ou sombra e não tinha intenção de imitar a natureza.
“A pintura islâmica é basicamente o embelezamento de livros graças à caligrafia e às ilustrações.” Para uma beleza maior, calígrafos copiavam textos com lindas letras e artistas acrescentavam ilustrações. Os artistas islâmicos decoravam páginas com desenhos rebuscados, porque na religião, não poderia ter representação de seres humanos ou animais. Só mais tarde artistas islâmicos, começaram a pintar figuras humanas e animais. Além do Corão (livro sagrado), os artistas persas ilustraram coleções de fábulas, histórias, poemas de amor e obras científicas.
Arabesco: é um enfeite que tem desenhos de flores, folhas ou frutos. Às vezes há animais e figuras geométricos. Esse enfeite é empregado tanto na arquitetura quanto na decoração de objetos.
Ilustração e Pintura: “A ilustração de manuscritos também se tornou uma arte bastante respeitada. A pintura em miniatura foi a maior e mais característica manifestação artística do período que se seguiu às invasões dos mongóis (1220-1260).”
Cerâmica: A cerâmica constituiu a mais importante das primeiras artes decorativas dos muçulmanos. Na louça de barro esmaltado, a maior contribuição islâmica, emprega-se compostos metálicos nos esmaltes, que, quando queimados, transformam-se em películas metálicas iridescentes.
Bárbara Vargas Ferreira N. 03
TRABALHO DE HISTÓRIA

Arquitetura
Durante o período Islâmico, a arquitetura no Irã obteve enormes progressos, especialmente com relação aos edifícios religiosos. As técnicas usadas pelos Sassanidas foram adotadas pelo Islamismo e mesquitas com uma cúpula central e dois minaretes tornaram-se, aos poucos, uma regra. Estas formas, que tornaram-se uma característica das mesquitas iranianas, constituem um visual distintivo às cidades e vilarejos do Irã. Diversas grandes mesquitas do período Seljuq ainda permanecem existentes; dentre elas destaca-se a "Mesquita de Sexta-Feira" (Masjid-i-Jamé), localizada na cidade de Isfahan, e que nos dá uma idéia do grau de perfeição alcançado pela arquitetura desta época. O uso da ornamentação com tijolos também foi difundido de forma especial.
Gabriela. N°:16
As restrições religiosas à representação de figuras humanas e de animais no Islã impediu a evolução de técnicas como a pintura e a escultura e acabou por transformar a arquitetura na modalidade artística mais desenvolvido na cultura islâmica.
A arquitetura islâmica, em virtude da forte religiosidade, encontra sua melhor expressão na mesquita, edifício destinado às orações comunitárias.
Sua origem é a casa de Muhammad (na cidade de Madina), que constava de um pátio cercado por muros, com diversos aposentos ao redor.
O projeto clássico da mesquita ficou estabelecido já nos primeiros tempos do islamismo, na dinastia omíada, compõe-se de um minarete, torre muito alta com plataforma da qual o muadhin chama os fiéis para as cinco orações diárias; um pátio de arcadas que tem, ao centro, a fonte para as abluções; uma grande sala de orações, dividida em diferentes naves com colunas; e a qibla, muro ao fundo da sala onde se encontra o mihrab, ou santuário, um nicho que indica ser aquela a direção da cidade sagrada de Makka, voltada para a qual os fiéis devem rezar, junto ao mihrab, está localizado o púlpito, ou minbar.
Outro aspecto característico da arquitetura islâmica é a riqueza da decoração, com base em motivos epigráficos (inscrições com trechos do Alcorão em escritura cúfica ou naskh), vegetais (palmas, folhas de videira e de acanto) e geométricos (arabescos).
A ornamentação inclui ainda, com freqüência, estalactites em gesso, em forma de prisma e com a face curva, a arquitetura islâmica se caracteriza também pelo uso do tijolo, muitas vezes coberto de mosaicos, estuque ou gesso; pelo emprego de arcos em forma de ferradura e multilobulados; e pelo uso da cúpula, quase sempre ornamentada.
Evolução Histórica
Do século VII, de quando datam as primeiras construções, feitas pela dinastia omíada, até o século XVIII, início da decadência do império otomano, o Islam ergueu, em várias regiões compreendidas entre a Espanha e a Índia, grande número de monumentos.
Na Síria e Palestina, as principais foram a mesquita de Umar, em Jerusalém, também conhecida como o Domo do Rochedo, de forma octogonal com exterior decorado em mosaicos bizantinos, concluída em 691; e a grande mesquita de Damasco (705-715), que possuía um grande pátio com arcadas em três de seus lados e uma sala de oração dividida em três naves, todas paralelas ao muro da qibla.
Com a dinastia abássida, instaurada no ano 750, a arte islâmica sofreu a influência da Ásia, surgiram então os mausoléus, e a decoração se estilizou, a capital foi transferida para Bagdá, no Iraque, onde se adotou um traçado urbano de forma circular, protegido por uma muralha dupla.
Mais tarde, em 838, quando o império começava a ser desmembrado em principados autônomos, a corte se estabeleceu em Samarra, na nova capital foi construída uma grande mesquita, com naves paralelas à qibla e um minarete semelhante ao zigurate, além de vários palácios.
Na Espanha, onde se refugiara Abd al-Rahman I, único sobrevivente da dinastia omíada, ocorreu, paralelamente, um período de grande atividade artística, cujo centro era a cidade de Córdoba, a mais importante das obras realizadas na época é a mesquita da cidade.
Iniciada no século VIII, sofreu diversas ampliações ao longo dos dois séculos posteriores, a mesquita de Córdoba tem 19 naves perpendiculares à qibla e um sistema de construção original, no qual se combinam colunas e arcos em ferradura com arcos de meio ponto, ao que tudo indica, uma influência da arte visigoda, decorados com abóbadas alternadas em vermelho e branco. Seu mihrab é coberto de ricos azulejos bizantinos, com profusão de motivos epigráficos e vegetais.
Também surgiu,um novo tipo de minarete, de forma cilíndrica, apoiado sobre uma base octogonal, como o da mesquita Pa-Minar de Zawara, cujo exterior era decorado com cerâmica esmaltada em motivos geométricos. A arquitetura funerária popularizou o mausoléu quadrado coberto com uma cúpula, como o de Sanyar.
No Egito, a dinastia fatímida, que governou entre os séculos X e XII, construiu importantes mesquitas, tais como as de al-Azhar e al-Hakim, na cidade do Cairo. Em meados do século XIII, a dinastia dos mamelucos impôs a influência artística seljúcida.
Sua forma arquitetônica mais característica foi o mausoléu, cujo melhor exemplo é o monumento funerário ao sultão Hassan, de planta quadrada e cúpula dourada sobre uma base octogonal, no fim do século XI, após a desintegração do califado de Córdoba numa série de reinos de taifas, a intervenção dos almorávidas, originários do sul do Maghrib, permitiu um novo florescimento da arte na península ibérica e no noroeste da África.
Dois tipos de estruturas caracterizaram os períodos almorávida e almôada, do século XI ao XIII, no Marrocos e na Espanha, um abrange as grandes mesquitas marroquinas, como as de Tinmel e Hasan, em Rabat, e a de Kutubiya, em Marrakech, todas com sólidos e grandes minaretes quadrados.
O último período da arte islâmica na Espanha data do reino nazarita de Granada, fundado no século XIII. Seu monumento mais característico é a Alhambra, cidade palaciana que constitui talvez o mais grandioso monumento do gênio islâmico para integrar arquitetura e natureza.
Desde meados do século XIII, quando os mongóis invadiram a Pérsia, registrou-se na região um significativo impulso cultural que se traduziu artisticamente na construção de mesquitas e madrasas de estilo seljúcida e na utilização de cúpulas afiladas e azulejos decorados.
Depois dos mongóis e dos turcomanos, chegaram ao poder na Pérsia os safávidas, que promoveram a arte popular, proliferaram então as mesquitas e madrasas de quatro eyvans e, na arquitetura palaciana, destacou-se o palácio Ali Qapu, com um segundo andar repleto de colunas.
A partir de meados do século XV, o império otomano consolidou-se e seu poder se estendeu pela Turquia, Síria, Egito, Iraque e os Balcãs, na Europa, no império, que só entraria em decadência no século XVIII, difundiram-se as cúpulas e foram construídas mesquitas tanto em forma retangular, com pórtico em cúpula, de influência bizantina, quanto com planta em forma de "T" invertido.
Essa adaptação às tendências do Ocidente se intensificou em meados do século XX, quando novas escolas integraram técnicas ocidentais à arquitetura muçulmana, esse movimento, iniciado na Turquia por Sedat Hakki Eldhem e no Egito por Hassan Fathy, se disseminou depois por todo o mundo muçulmano.
Caio Gonçalves - N.º:06
*Introdução
A religião muçulmana tem crescido nos últimos anos (atualmente é a segunda maior do mundo) e está presente em todos os continentes. Porém, a maior parte de seguidores do islamismo encontra-se nos países árabes do Oriente Médio e do norte da África. A religião muçulmana é monoteísta, ou seja, tem apenas um Deus : Alá.Criada pelo profeta Maomé, a doutrina muçulmana encontra-se no livro sagrado, o Alcorão ou Corão. Foi fundada na região da atual Arábia Saudita.
*Vida do profeta Maomé
Muhammad ( Maomé) nasceu na cidade de Meca no ano de 570. Filho de uma família de comerciantes, passou parte da juventude viajando com os pais e conhecendo diferentes culturas e religiões. Aos 40 anos de idade, de acordo com a tradição, recebeu a visita do anjo Gabriel que lhe transmitiu a existência de um único Deus. A partir deste momento, começa sua fase de pregação da doutrina monoteísta, porém encontra grande resistência e oposição. As tribos árabes seguiam até então uma religião politeísta, com a existência de vários deuses tribais.Maomé começou a ser perseguido e teve que emigrar para a cidade de Medina no ano de 622. Este acontecimento é conhecido como Hégira e marca o início do calendário muçulmano.Em Medina, Maomé é bem acolhido e reconhecido como líder religioso. Consegue unificar e estabelecer a paz entre as tribos árabes e implanta a religião monoteísta. Ao retornar para Meca, consegue implantar a religião muçulmana que passa a ser aceita e começa a se expandir pela península Arábica.Reconhecido como líder religioso e profeta, faleceu no ano de 632. Porém, a religião continuou crescendo após sua morte.
*Livros Sagrados e doutrinas religiosas
O Alcorão ou Corão é um livro sagrado que reúne as revelações que o profeta Maomé recebeu do anjo Gabriel. Este livro é dividido em 114 capítulos (suras). Entre tantos ensinamentos contidos, destacam-se : onipotência de Deus (Alá), importância de praticar a bondade, generosidade e justiça no relacionamento social. O Alcorão também registra tradições religiosas, passagens do Antigo Testamento judaico e cristão.Os muçulmanos acreditam na vida após a morte e no Juízo Final, com a ressurreição de todos os mortos.A outra fonte religiosa dos muçulmanos é a Suna que reúne os dizeres e feitos do profeta Maomé.
*Preceitos religiosos
A Sharia define as práticas de vida dos muçulmanos, com relação ao comportamento, atitudes e alimentação. De acordo com a Sharia, todo muçulmano deve : crer em Alá como seu único Deus; fazer cinco orações diárias curvado em direção a Meca; pagar o zakat (contribuição para ajudar os pobres); fazer jejum no mês de Ramadã e peregrinar para Meca pelo menos uma vez na vida.Faz parte ainda a jidah que é a Guerra Santa, cujo objetivo é reformar o mundo e difundir os princípios do islã. A jidah, porém, não é aceita por todos os muçulmanos.
*Locais sagrados
Para os muçulmanos, existem três locais sagrados : A cidade de Meca, onde fica a pedra negra, também conhecida como Caaba. A cidade de Medina, local onde Maomé construiu a primeira Mesquita (templo religioso dos muçulmanos). A cidade de Jerusalém, cidade onde o profeta subiu ao céu e foi ao paraíso para encontrar com Moises e Jesus.
*Divisões do Islamismo
Os seguidores da religião muçulmana se dividem em dois grupos principais : sunitas e xiitas. Aproximadamente 85% dos muçulmanos do mundo fazem parte do grupo sunita. De acordo com os sunitas, a autoridade espiritual pertence a toda comunidade. Os xiitas também possuem sua própria interpretação da Sharia.
A maior parte da escultura islâmica era feita em metal: ouro, prata e bronze.
Como não podiam retratar pessoas, artesãos esculpiam arabescos, figuras de animais e desenhos geométricos, encontrados esculpidos em seus frisos. Sua arte era usada somente para decoração. Pouco restou de sua escultura; é famosa "Os Leões de Alhambra" que se encontra no Patrimônio Histórico de Alhambra, em Granada na Espanha e o trono em mármore do Palácio de Gulistan em Teerã.
*Arquitetura
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A arquitetura islâmica se preocupou com formas geométricas, como o quadrado e o cubo. Os palácios e castelos, onde residiam os emires (governantes), possuíam forma quadrangular, eram cercados de muralhas, parecendo fortalezas e constituíam uma arquitetura de segunda classe, o que não ocorria com a arquitetura sagrada.
Existiram numerosos modelos de mesquitas, o mais comum foi o de cúpula de pendentes, cobrindo o quadrado com um círculo. O minarete, uma espécie de torre cilíndrica ou octogonal muito alta, que ficava fora da mesquita, servia para convidar os fiéis à oração. Outra construção significativa era o mausoléu ou monumento funerário, parecido com a mesquita em sua forma e destinado aos mártires e santos.
Bruno Pinho n°5
Introdução
A filosofia cristã na idade média que se aplicava para a maioria dos países europeus era extremamente baseada na fé e no misticismo onde a igreja de um lado tentava colocar tudo que não pudesse explicar ao lado religioso e de outro lado começaram a sair pesquisadores tentando colocar uma questão lógica, isso criou muitas intrigas e problemas.
A filosofia mais popular na idade média européia era a cristã, já que pessoas que apresentavam fatos fudamentados na ciência eram considerados hereges, onde as pessoas eram perseguidas com o pretexto da igreja com que aquilo era um fato do demônio querendo tirar ba fé de seus próprios fatos que não puderam explicar (que aliás ainda acontece muito hoje), além disso a igreja tinha muita influência no próprio poder público, pois geralmente a igreja era tão importante quanto um rei por exemplo e seus poderes viviam se confundindo. Isso faz com que a igreja tenha muita influência na filosofia. E um dos grandes pensamentos da filosofia medieval cristã era a escolástica
Que era um pensamento cristão para defende-lo, onde ficava a sua espiritualidade e tudo que a igreja prega. A escolástica foi uma filosofia que se fundiu com o neoplatonismo e seus principais representantes eram Tomás Aquino e Agostinho. A filosofia era dividida basicamente nos pensamentos divididos pela fé e razão onde a fé era o caminho de Deus e que se fizesse tudo que a igreja mandasse iria para o céu, já a razão representava as novas coisas que vinham com o desenvolvimento da sociedade, que raramente eram aceitadas sem ao menos ser excomungado.
O hermetismo era quase o contrário da escolástica sendo que mexia com coisas que era quase o oposto do que a igreja pregava e muitas das coisas do hermetismo foi considerada "do demônio" como por exemplo o famoso pentagrama que é considerado o símbolo da "besta". O Hermetismo foi baseado em Hermes Trismegistus("Hermes Três-Vezes-Maior") uma deidade do deus Thot que era o deus da lógica, as principais bases do hermetismo eram o ocultismo e a magia, sendo que procuravam respostas para o que ficava nas especulações da igreja, mas como o próprio nome diz era oculto, não era uma ciência que ia ao povo tanto por que iriam ser perseguidos se fosse aberto já que contraria a igreja, mas o ocultismo também é diferente da ciência comum, pois ele não só busca a razão mas também a relação do homem com a natureza, coisa que as pessoas não estavam muito preocupadas já que seus pensamentos eram "O mundo está aqui para nos servir e seus recusos são inesgotáveis", então é fácil ver que o ocultismo contrariava toda a alienação que a igreja impunha as pessoas. Os considerados principais pontos do ocultismo eram: emoção, razão e alma (oh ao menos eles tinham emoções! já que os homens cristãos só tinham razão e fé).
Os principais períodos da filosofia grega foram:
A Parístitca, o período onde a igreja queria firmar sua religião a todos colocando sua corrente de pensamentos o mais profundo que conseguiua na mente do povo.
Medieval, baseada emn antigos filósofos gregos período onde procuravam problematizar "Questões Universais"
Renascença, onde foram recuperados grandes obras dos filósofos gregos e onde foi o auge do neoplatonismo, heretismo e antropocentrismo.
Como visto a filosofia medieval cristã vivia sempre no medo e sua resposta para tudo era queimar, isolar e matar pessoas para que evitassem que ela desmentissem suas verdades, eles acharam que assim conseguiriam ficar para smepre, mas obviamente as pessoas tomaram uma atitude e o pensamento foi evoluindo a igreja querendo ou não e como todas as ações a força acabou indo a ruína por pressão social, hoje o máximo que a igreja pode fazer fora de seu território é te excomungar e te praguejar(pelo menos isso) mas vendo o fracasso da igreja com a força eles começaram um novo pensamento para orgranizar o poder, que é a alienação, muito mais eficiente, infelismente e ataca as pessoas "disfarçadamente" colocando uma cultura para que sigam sem questionar e que consegue atingir a massa e onde seus opositores no fim são absorvidos. Sempre haverá a luta pelo poder vain de resistirmos e não deixar que incurtam idéias tolas em nossas cabeças, vai de conseguirmos ser que nem os hermetistas e não se rendre ao poder que reje sobre as massas.
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Trabalho de História

Arquitetura Islâmica
Em um intervalo de cem anos a partir da fuga de Maomé para Meca , o islamismo cria um dos maiores impérios que já se viu.Devido a esta expanção a diversidade dos povos que o compunham determinou o aparecimento de diversos estilos,mas com uma estética própria. A construção típica da arquitetura islâmica é a mesquita, espaço destinado à congregação dos fiéis para a oração. Seu plano básico é simples, compreende: um grande pátio (zam) com um chafariz central (sabil), para abluções; uma grande sala (baram), que por seu formato longitudinal utiliza muitas colunas, orientada para Meca, a parede do fundo (qibla) tem no centro um nicho (mirhab) e ao lado do mirhab ergue-se um púlpito (mimbar). Outra característica marcante são os minaretes ou almenaras, torres de onde o almuadem convoca os fiéis. Aonde encontramos um dos exemplos mais importantes é na Síria. Na então capital Damasco, ocupam a grande basílica de São João e a transformam em mesquita, assim como em Jerusalém a mesquita de al - Aqsa e junto a ela a Cúpula da Rocha. Nelas verifica-se a influência dos modelos bizantinos, como a abobada de pingentes, a arcada contínua e os mosaicos intrincados. Da Pérsia sassânida deriva grande parte da arquitetura islâmica, já nesta primeira etapa inicia-se a construção de palácios com influências sassânidas, o uso do tijolo na construção das abóbadas, a decoração geométrica, o arco pontiagudo e a ornamentação em estalactite. São desta época o palacete de Qusair Amra, nas margens do Mar Morto, o palácio de Qasr al - Hair, entre Palmira e Damasco, e o grande palácio de Khirbat al - Mafdjar. A sede islâmica muda-se para Bagdad (Iraque) e lá floresce em cidades como Rakka, século VIII, e Samarra, século IX, com mesquitas como a de Mutawakkil (847-861), quase totalmente destruída. São desta época grandes palácios como os de Uhaydir e Balkuwara. No Egito a mesquita mais antiga é a de Amr, século VII, em Fustat, a qual já demonstra influência mesopotâmica em virtude da transferência para Bagdad. O general turco Ahmad ibn Tulun torna o Egito independente por algum tempo, seu legado é a mesquita que leva seu nome, a qual é inspirada na mesquita de Samarra e demonstra influência das construções espanholas. No século X tem início a dinastia dos fatímidas, que criam uma nova capital ao norte de Fustat, a origem da atual Cairo, al - Qahirah. Em 1012 terminou-se a segunda grande mesquita fatímida, a do sultão al - Hakim. A partir do século IX, a arte mesopotâmica perde influência em detrimento da arte persa. Na Pérsia a arquitetura monumental é derivada da antiga arte iraniana, lá surge o liwam (câmara abobadada), que pode ser visto na mesquita de Ispahan. Suntuosos palácios são erguidos, como o de Ispahan, onde é feita uma decoração com faiança policromada, um azulejo primitivo. Na Índia a arquitetura islâmica também se adapta às formas tradicionais, durante a dinastia mongul (XVI - XVII) são construídas obras esplêndidas como os palácios de Delhi, Agra, Fatehpur, Sikri, Lahore e Udaipur, que eram divididos em partes públicas e privadas. As mesquitas são de influência persa. Mas é na arquitetura mortuária que se encontra o maior esplendor da arquitetura islâmica indiana, como o de Mahmud, em Bijapur, mas sobretudo pelo famoso Taj Mahal, erguido pelo imperador Shah Jahan entre 1631 e 1633 em memória de sua esposa Mumtaz-i-Mahal. Exemplo da arquitetura islâmica africana é a mesquita de Kairouan, Tunísia, construída em 670 e reconstruída em 836. Lá surge uma nova forma, a maksoura, espaço coberto com uma cúpula e fica em frente ao mirhab. Esta arquitetura reflete-se na arquitetura espanhola (Sevilha, La Giralda), onde as mais belas casas e palácios são obras de arquitetura mourisca como em Alhambra, Granada.
http://www.coladaweb.com/artes/arquitetura2.htm
Trabalho de Historia Cesar Nº08


ARQUITETURA
No ano de 622, o profeta Maomé se exilou na cidade de Yatreb que, desde então, se conhece como Medina. De lá, sob a orientação dos califas, sucessores do profeta, começou a rápida expansão do Islã até a Palestina, Síria, Pérsia, Índia, Ásia Menor e Norte da África e Espanha. De origem nômade, os muçulmanos demoraram certo tempo para estabelecer-se definitivamente e assentar as bases de uma estética própria com a qual se identificassem.
Ao fazer isso, inevitavelmente devem ter absorvido traços estilísticos dos povos conquistados, que no entanto souberam adaptar muito bem ao seu modo de pensar e sentir, transformando-os em seus próprios sinais de identidade. Foi assim que as cúpulas bizantinas coroaram suas mesquitas, e os esplêndidos tapetes persas, combinados com os coloridos mosaicos, as decoraram. Aparentemente sensual, a arte islâmica foi na realidade, desde seu início, conceitual e religiosa, sendo sua beleza quase mágica. O luxo e a opulência dos califados surgem como num conto das mil e uma noites,entre cúpulas floridas e minaretes inalcançáveis.
As mesquitas (locais de oração) foram construídas entre os séculos VI e VIII, seguindo o modelo da casa de Maomé em Medina: uma planta quadrangular, com um pátio voltado para o sul e duas galerias com teto de palha e colunas de tronco de palmeira. A área de oração era coberta, enquanto no pátio estavam as fontas para as abluções.
Trabalho de História

Nome: Arthur Granados Cruz N°02
Arquitetura
A celebrada arquitetura islâmica tenta mostrar a magnificência de um Deus onipresente e invisível através de uma "sinfonia de pedra" - harmônica, matemática, racional, musical - que tenta simbolizar esta transcendência.
Três elementos sintetizam este simbolismo: a ordem geométrica e harmônica, o uso da luz e a caligrafia que ornamenta os detalhes.
As curvas que se perseguem ao infinito e se entrelaçam formando hexágonos e outras figuras geométricas numa repetição criativa. Os suaves mas marcantes contornos delineados a gesso copiando formas vegetais e minerais. Os arcos harmoniosos e semicruzados compondo uma sinfonia de pedra.
É necessário recorrer à música como metáfora para tentar descrever a harmonia matemática da mesquita.
Luz
A luz - segundo símbolo - é tão evidente que nem sempre é percebido. A luz, destaca ele, é referenciada incontáveis vezes como metáfora da Divindade, da Revelação e portanto é evidente o papel da iluminação no conjunto da Mesquita, reforçado por mil artifícios técnicos buscado pelos arquitetos muçulmanos.
O terceiro símbolo é a caligrafia, os desenhos suaves que formam imagens e que marcam todos os pontos principais da mesquita e encontram sua expressão mais significativa no "mihrab", oratório na parede ao fundo da mesquita que marca a "qibla" - direção de Meca para onde todo muçulmano se volta quando faz as suas orações, verdadeiro símbolo da unidade de toda a Ummah - a comunidade dos muçulmanos.
Outro símbolo importante é a água, presença marcante das construções islâmicas. Na mesquita a água com seu simbolismo de "purificadora"serve para marcar a passagem do profano ao sagrado, do mundo real para o transcendente. No Sahn - pátio aberto que antecede o Haram (sala destinada às orações) - há sempre um sabil, fonte de água corrente na qual os fiéis fazem as suas abluções rituais - o wudhu - lavando mãos, antebraços, rosto e pés, purificando-se para a oração.
Palavra divina
Na área externa a mesquita é marcado pelo minarete, torre da qual o muezin faz cinco vezes ao dia o adhan - chamado para a oração - avisando a vizinhança que chegou a hora de rezar.
terça-feira, 27 de novembro de 2007
Trabalho de História

Trabalho de História

quinta-feira, 22 de novembro de 2007
Trabalho de história
Tema: Islã.
Disciplina: História.
Pedido: 22/11.
Para: 30/11.
O que fazer?
Escolha um dos subtemas abaixo, e pesquise como "funciona" no Islã.
Uma pesquisa simples e direta.
- Filosofia
- Arquitetura
- Literatura
- Artes Plásticas
Como postar?
Basta pegar Login/Senha comigo (Débi) na própria sala... então, clique encima do nome do blog, "Criar nova postagem", coloque como título "Trab de história - Nome - Número" e clique em "Publicar". ^^
Aviso.
Poste seu trabalho até dia 29/11, para que não ocorram problemas. :)
Estréia do blog.
Mesmo sendo fim de ano, nunca é tarde pra abrir o blog, né? Haha... ;D~
Bom começo pra gente!!! :)
Beijos.
Débi.